segunda-feira, 20 de julho de 2009

O romantico

O mal do seculo aquele dos autores que se matavam de beber absinto e criar relaçoes impossiveis foi-se nos anos de cursinho, tantos romances ingleses, portugueses, nacionais e alguns franceses, fizeram a alma desta que está aqui falando sobre si, em parte, se confessando neste diario moderninho. Hoje o Pondé lembrou Catherine e Rathcliff,o casal "ventos uivantes" e a impossibilidade de consumarem seu amor, os fez seguirem-se mutuamente até apos a morte torturando se pela a fragilidade do encontro.
Ah os preconceitos... As pessoas rotulam os romanticos mesmo,veja os emos, nem entendem bem o sentimento e se fantasiam pra chamarem a atençao ,os goticos, ainda se chamam assim; não sei, eles  fazem algum sentido  ao se protegerem do mundo no ambiente de despedida dele, se aproximam daquilo que o amor romantico revela , o mais eternizado; o morrer de amor ou seja perto da morte se encontram fortes relaçoes com o  amor.
Mas nós, os ditos normais somos protegidos por nossas melhores fantasias, entre elas o sarcasmo, ai Baudelaire, e o delirio, chega lá Rinbaud, ah todos bem chegados ao absinto, ao fumar em lugares delirantes , suas ideias tomavam proporçoes hoje consideradas paranoides, mas quem não se sente um bocado estranho ao confessar-se realmente pronto pra morrer de amor.
Confessar-se não é comum mas constatar é  o obvio, nada se expoe a não ser o ser delirante que ama ,o estranho, o incomum o sentimento a flor da pele disfarçado em desinteresse, a desproporção entre o observar e vigiar o ser de tanto interesse, o deixar -se levar pelos odores, e sabores nem sempre provados, evidentemente ansiados, desejados...
Deixa passar e como disse o Pondé,eu não sinto nada disto é apenas um deslize...

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