domingo, 16 de agosto de 2009

Two socks

Dança com lobos, um filme antigo, eu  fiquei em casa ontem e na tv aberta,em geral, as coisas são ruins aos sabados,  ao ver este filme iniciando senti um turbilhaõ me envolver. A dor do homem que precisa deixar as escolhar antigas e iniciar uma vida nova guardado por sua boa sorte e sua honra alem dos padroes mesquinhos da terra onde viveu  ainda me cativam como foi há anos.
Quando este filme foi lançado poucos  o amaram , filme de indios,  perdedores,  de escolhas que valorizam os sentimentos, em geral nos fazem pensar e pensando nem sempre o riso é  facil. O olhar ingenuo do animal que da nome ao filme,o belo two socks,ali acompanhando  aquele solitario  fazendo se  notar o suficiente para ter atenção e companhia mas preservando a liberdade de ir e vir.
Amizades não escravizam, amores não limitam, ao contrario, nos libertam de medos, de angustias,  de preconceitos.
Aos interessados em ir alem do quintal pessoal muitas vezes se reservam surpresas, dificeis de entender, fora de padroes conhecidos mas que modificam algo para melhor, para diverso, para maior,  o ser cresce ao contato com diferentes, é  preciso apenas respeito e boa vontade...
Aos poucos o medo cede lugar a conquista , estatos de sentimento reciproco,se não fossem  seriam  apenas ilusão.   Mas  este lugar nos torna frageis em nossas reservas e companheiros em nossas lutas, agregamos habitos e necessidades para nos acompanharmos e fazermos-nos acompanhar, nos tornamos algo mais que um ,talvez sejamos sempre muitos, desejando ser sempre algo mais.
O olhar final daquele indiozinho que admirou o homem branco e o amor que este homem lhe deu vale o filme,é o mesmo do lobo medroso ao comer o bacon nas mãos do mesmo homem .O lobo sabe que nem todos os seres com aquele cheiro o quererão perto e se protege,o instinto lhe protege,o homem ,no caso o jovem indio percebe que nem todos serão como o amigo branco e aprende que as vezes é preciso se defender e noutras é necessário atacar,em geral para proteger.
Somos frágeis em nosso julgamentos,nos deixamos prender por confiarmos em ideias que nos colocam como leis ,ora possibilidades,mas nem sempre somos assim.
Adquirimos confiança em alguns sentimentos , se somos confrontados com algo mau,nosso sentido de segurança fala mais alto se nos deixarmos guiar pelo animal ancestral...
Sejamos instinto,sejamos amor,sejamos capazes de abrir os braços e receber quem nos oferece algo ,sem trocas,sem interesses ,mas percebamos que alguns se fazem de bons e outros nem isto o fazem ...
Aprender a amar tem suas dores mas ,temos liberdade para escolher vivermos presos em nosso mundos protegidos e preconceituosos ,ou experimentarmos encontros com vidas que se unirão as nossa nos tornando seres alem de tudo que um dia fomos...

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