Semana diferente esta,em particular nada aconteceu ,mas algum lugar ,em mim, está diferente; mexido de verdade.
Tudo talvez esteja seguindo seu curso natural,equilibrando-se,é claro algumas coisas poderiam ter pendido para o lado que me seria mais agradavel ,mas é justo e exato sobre este sentido de manter-me tranquila quanto algumas perdas e isto tocou fundo em mim.
Pensando em perdão quando era bem pequena imaginava um coisa grande que se tinha perdido(perdão ) pois seria desculpas algo mais usado por mim, e pelas crianças , em geral não cometemos "pecados " tão grandes que necessitemos ser perdoados, e sempre desculpas é a palavra usada pelas crianças:-Voce me desculpa? Foi sem querer.!..
Mas as crianças crescem e passam fazer coisas que nem sempre são tão sem querer e ai temos o tal perdoa-me errei, mas prometo fazer diferente...Significa que ainda é possivel que o erro se repita, já que fazer novamente e diferente requer mudanças e nós tão acomodados em nós mesmos,nem sempre mudamos.
Perdoar, eu achava que seria passar por cima da dor esquece-la magicamente e seguir como uma pessoa que nunca houvera se envolvido por algo que nos inculte o sentido de perdão, a dor da magoa. E nada é tão triste , ao menos para mim que estar magoado.
Mancha roxa sobre a pele que doi , profunda marca de uma acidente, algumas vezes não agressivo mas outras talvez a marca mais leve de um grande machucado perda, marca que será eterna. Passa-se algum tempo a roxidão se vai, torna-se amarela, feia ainda , escondemos, maqueamos ,deixamos encoberto, nos envergonhamos desta marca, como se nunca ninguem as tivesse tido. Falha nossa, porque me deixei cair, não vi o empecilho no chão? Por que me deixei trair, confiei que seria sem qualquer falta de carater etica ou educação. Enfim perfeição! Mas será que eu sou tão perfeita assim?
Escondemos de todos e de nós mesmos algo que nos torna frageis ao mundo e que não gostamos de ver nos outros e nuito menos em nós mesmos. Frageis figuras querendo ser inabalaveis, ou por que não, o mais desejavel, imbativeis.
Anos escondendo de todos uma mancha destas bem no pescoço, alias todos veem apenas não comentam; como aquelas que se formam em encontros , para serem esquecidos e , alguem faz algo que o faz lembrar, se boa ou má lembrança so quem passou sabe , mas uma marca destas mais envergonha que exalta.
Os amantes cuidadosos acariciam , deixam lebranças de doces beijos abraços sexo , não tiram sangue, mesmo que seja para dizer ao mundo que voce é dele, mas de quem voce é?Dele/ela?
As vezes, a vergonha é tanta que escondemos de nós mesmos , não queremos ver pois eramos capazes de lutar , de proteger-nos e não o fizemos para muitas vezes satisfazer o outro por medo de perde-lo, deixamos que nos marquem feito gado ,ah não doi na hora nem se percebe , mas depois ...Como o servo do vampiro que para não morrer , ainda deixa que seu amo lhe sugue o sangue e o premie com a vida de eterna servidão, viver longe deste, significaria a dor da perda e o recomeçar solitario. Perdão ?
Mas ainda sim parece-lhe um premio, uma vida eterna tantos não a tem. E assim se premiam ao bons parceiros, não ficam sós consigo , ficam sendo objetos de seus, não cabe aqui dizer companheiro ou pareceiro , seria mais apropriado patrão/patroa,f orma antiga e ainda usada de se dirigir ao conjuge neste caso.Continua...
Nenhum comentário:
Postar um comentário