Estive pensando no que há de estranho para sentir-me perturbada por uma estoria infantil, é apenas uma fantasia, penso que por ser algo estranho ao olhar comum, que faz um olhar próprio sobre coisas que não vemos, mas que gostariamos através do que quer que fosse, se nos apresentassem; que exatamente este pequeno texto infantil, perturbe com o seu ilógico, abstrato . Dele então posso pensar sobre mim construindo alguma expressão de entendimento pessoal , que poderia ou poderá ser expandida como o absurdo conto para alem do limite deste texto ou seja para o olhar de cada um que interpreta o seu sonho ou o sonho desta menina ou o meu olhar que interpreta, quem sabe que vai a todos os lugares com ela, estando ela mesma em nenhum lugar.
Quanto fazemos a nos ver em espelhos, fascínio de ver alem , naquilo que só diz entretanto o que está aqui, ao redor de nós mesmos, podemos olhar e sentir o profundo mas o quanto é raso, o reflexo que está até o fim do espaço não possui mais que milimetros reais e nisto vejo tanto o absurdo da viajem como o desejo de partir de muitos de nós, através de pequenos limites visuais nos quais nos protegemos, criamos mundos de possibilidades infinitas, mas qual distancia leva ao infinito? Dois quadrados além levam a menina de uma floresta onde mal sabia seu nome ao palácio onde coroada continuava sem saber como reagir ou agir entre aqueles que agora lhe seriam iguais.
Mas a quem se faz igual a uma rainha que mesmo poderosa esta, pouco se sabia vestir e tanto era preciso fazer para que lembrasse ao menos suas realidades, tolices, nós deixamos que o redemoinho de ideias e confusas emoções tragam de/para dentro de nós todo o infinito de um mundo parecido , seja por paixão ou medo; o medo da menina de não saber ser e a paixão da rainha em mandar,e ambas eu eu também sem saber o que fazer ou por onde ir.
O mapa esta ai, segui-lo é fácil , mas que caminho será o mais criativo o mais revolucionario?
Onde se fixar em quem buscar o devido apoio se muitos parecem fortes e tropeçam em seus proprios calcanhares, ou mesmo em longas conversas que muito dizem e depois de findadas não levam a lugar nenhum, muito se explica e pouco se aplica de tudo que se estranha em nós...
Abrimos portas, encontramos lugares fazemos pequenas trapaças talvez para ganharmos algum passo adiante e sempre... Invariavelmente achamos acordando para o que somos?
Gente confusa criando confusão na espera de encontrar outros que ouçam nossas estoiras e juntos possam contar muitas mais ou apenas a menina que acorda alegre com tanta fantasia e vê suas gatinhas tão parecidas com suas fantasias que acredita que foram todos mesmo para este universo de sua imaginação , há o que se criar sempre , é preciso porém perceber onde a criação vai nos levar, se seguimos ,como fazer o caminho ser mais agradável caso seja necessária a volta...
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