terça-feira, 3 de novembro de 2009

De novas e velhas estorias...

Possuimos habitos dificeis de abandonar, julgar que conhecemos as pessoas ao primeiro olhar, colocarmos nossos desejos como se eles fossem na realidade as vontades destes, talvez o mais complicado , tornar todas estorias como se fossem as mesmas, ou seja viver sempre com o mesmo olhar não importando quem sejam os seus novos atores.
O olhar que se faz a cada novo elenco de uma peça ou quando uma musica antiga sofre um regravação, não precisa necessariamente ser o primeiro, o de sua criação ,  ontem era algo, hoje ja não é mais ontem e quase sempre nem somos os mesmos protagonistas.
Assim viver novas estorias com sentimentos antigos ,  faz delas estorias perdidas, demodes, envolvidas em  desgastes que tendem ao fracasso sem nunca  haverem sido estreadas para o sucesso.
Não gostamos de ver repetidas vezes o mesmo , nossos olhos e ouvidos buscam algo novo em cada "remake" , nem que seja um "que" que passou despercebido de outra vez, uma fala, um olhar , uma musica.
Em meu escrever, simples de contadora de minha vida busco variedades, e inumeras vezes paro uma estoria para recomeçar de outro modo , por que estava ficando parecida demais com o que ja havia contado , ou seja nem a mim o que eu dato exerce o prazer em recomeçar. Reformulo minhas frases e me encanto com novo que vejo diariamente no nascer e  por do sol que classifica em dia cada espaço presente nesta existencia,sentimental.
Passo  aqui para dizer de algo , há alguns dias me perturbam os sentidos.
Como posso querer o novo tendo me colocado ultimamente em situaçoes tão antigas. Olho pra frente e aos poucos comparo com o que está lá trás, nao posso negar que eu fui , mas será que outro precisa realmente se envolver com o que eu me envolvi para viver um sentimento neste momento de minha vida? Que sentimento quero dar ao outro? Será que julgo o mesmo personagem sem obeservar a tecnica de um novo ator?
Perguntas que  fiz, que não pude responder ,  intuitivamente coloco como ponto de inicio nesta nova estoria.
Tudo que eu vi, senti ou mesmo imaginei vinha de algum lugar que sentia falta de velhas personagens, diria até algumas bengalas,  nas quais me apoiei para justificar espaços que dei em minha vida e outros que me tomaram , com os quais não pude viver tranquilamente, ficaram como disco arranhado, repetidas vezes emitindo sons que perturbavam pela desilusão que criaram.
Sonhos  são leituras de algo passado um tanto inconclusivas , repetidas direçoes seguidas e outras que nos colocam em fuga de nós mesmos, o perturbador que fica insistente se repetindo com roupas diferentes e nós algumas vezes sem ter consciencia de quanto ficamos parados nas mesmas estorias acreditamos estar vivendo outras, que apesar das roupas diferente são as mesmas.
Então perdidos, algumas vezes encontrando um trilha nova,nos lançamos em uma nova estoria,  distraidos de quem será o novo protagonista tentamos encaixa-lo em um texto batido , cansado.Quanta injustiça com o novo ...
O novo não importa para onde vai mas se quer ir mesmo, afinal sou eu quem sigo meus dias ele , o novo apenas passa obeserva e ensaia para ver se lhe agrada o espetaculo, não há contrato não há pagamento não há compromisso...Apenas experimentação.
Se algo houver , se criar então já não será uma velha estoria e sim um novo texto feito com atenção aos passos que surgem inesperados e muito inseguros , mas vivos de sentimentos, imprecisos talvez, tudo inico , todo experimentação e descubro que para  chegar a estreia, não de um drama,  não quero mais ;  de uma boa comedia inesquecivel em algum tempo lá longe é preciso paz,  atenção e algo que me foge as vezes um cuidar  maior com o que prego sem cessar a liberdade de alguem escolher como e se quer fazer parte da trupe e onde vai se colocar no espetaculo e a plateia é essencial...
Essencial como tudo que vai no coração, seja hoje, ou em outro tempo mas que fica sem medos ou certos errados apenas sorrisos e encontros e algum deleite...







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