quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

sonho...

Cor forte para um sonho, em geral são cinza, alguns meio azulados, mas é fato que quando estou feliz eles são mesmo coloridos , este tinha sol, calor cheiro de agua e um brilho de fim de tarde que me encanta. Algo entre o o dourado e o magenta no cinza do ceu, no escuro da agua imagino de rio porque era meio marron...Imagino perto do mato,ou de algum pomar por que cheirava jasmim, damas da noite e tinha um barulho de passarinhos, algumas aves caseiras, sei lá minha vista se perdeu e eu acordei, mas antes tem uma estoria bonita.
Ontem acordei assim...
Bonito , o dia depois de tantos chuvosos amanheceu ensolarado , quente,parece que influenciou meu sonho, ao menos os barulhos que me acordaram pois moro na frente de um riozinho, algo sujo de fato, mas pela manha inumeros barulhos naturais competem para me acordar, são passaros, galinaceos,  alguns cavalos  e muares que zurram, fora os caes...Engraçado eu ter acordado com barulhos assim ,não apenas o corpo sentir o chamado da vida e, deixar o sonho a outra vida o chamado do coração lá onde nascem as estorias, onde podemos ser tudo, de artistas a professores, de companheiros a amantes, sem nunca sofrer, mudando de função sem chorar pela perda da outra, continuando junto mesmo infinitamente longe...Isto é sonho , se doi vira pesadelo.
Deixa eu contar senão não vai ser facil entender o que digo...
Tava sozinha, olhando firme pra meu violão pensando triste, olha era tudo branco e cinza em volta, porque ninguem respondeu meu pedido de professor, por que eu tinha tanta pressa, para poder tocar, bem de frente coloridos e com fitas como minha velha ex viola muitos violões , guitarras, bandolins; eu numa parede olhando eles na outra me olhando , escolher como; se eu amo todos, mas aos poucos a cor virou musica que tocou a campanhia...
Hah, imagina Bono Vox,na sua frente,hey my girl,i'm here and you'll become a U2. Quantos anos que eu não sonho em ingles, desde que falava tão bem...Agora é macarronico.
Imagina meu maior idolo ali na porta enorme um gigante com The Edge atrás, meu coração do sonho veio na boca virei menina, mostrei de tudo que eu tinha, minha casinha de bonecas, cadeiras pequenas tudo simples branco, das casa bahia  , ele lá o maior, se bem que não toca muito , mas o mestre tava junto. Essas observações não estavam no meu sonho mas se eu toco cineminha fico emocionada e não consigo terminar...
Tava lá no palco olhando pra cima, o palco de uma bar do Valerio, meu irmão, meu amigo, devia ser no ceu ou em algumlugar onde as pessoas que se parecem se encontram, por que eu encontrei muitos amigos,que foram pais e irmãos, que juntos cantamos e sorrimos e dividimos tantos sonhos, muitos daqui e uns tantos que devem estar mesmo com o Valerio, ele era amigo de todos.
Mas o sonho tem pressa ele se aproxima, meio quietão, me abraça de lado e olha dizendo sem falar...Deixa isso ai é ilusão vem vou te mostrar o professor. E com o Valerio sempre foi assim, deixar ele levar, nunca me arrependi de nada , de festas , amizades, baladas, de nada que meu amigo me apresentou e as pessoas , bem muitos que estão em minha vida até hoje eu conheci numa mesa lá no historico Casablanca entre copos e garçons, em tantos fins de noite,  certamente seriam já novos dias...
Abriu a porta da cozinha e era o Casa, atras do bar, a mesa grande lá um cara desconhecido,diferente,novo...de costas, mas eu vi as mãos,grandes de artista.
Tava quieto, mexendo muito, estranho a antitese , mas foi assim em silencio tocava e afinava um instrumento lindo, mas muito antigo, achei que fosse um cravo ,era mmo, quando tocou eu escolhi o bandolin e num segundo tava tocando junto. Sonho dentro de outro sonho, porque logo era o moço frente a mim, Valerio sorrindo e dizendo, que se ia por que eu tinha encontrado outro amigo, um professor, dava pra me deixar sem medo que eu ficasse triste ou deixasse de me apaixonar pela vida ou pelas pessoas. Frase antiga do Valerio sempre presente na memoria...
A porta se fecha o lugar se abre uma casa antiga cheia de musica, uma casinha de musica , livros de poesia que se abrem e recitam, e cores e muitas cores, arvores crianças e velhos e um palco alto pra ver o coreto, as violas , as fitas voando ao vento, velhinhhos dançando valsa, feito crianças brincando sem tempo, uma ventania...e eu olhando tudo saindo das cordas que o professor tocava, alto,era uma orquestra numa guitarra que doia os olhos pq feito sol brilhava.
Eu sai pra não atrapalhar e fui, instrumento comigo, sempre a viola, achei um lugar perto do rio e que estranho lembrei dele o professor tão alto tão jovem, tão perfeito me ensinando como tocar, transpor as posiçoes e a voz de um instrumento para outro, um tempo enorme de trabalho...
Era a casa dele, ele chegou e lá fora lado a lado ou alado, anjos tocam?
Caidos ou não?
Bem, o rio o ar fresco o cheiro do mato a casa dele na frente de tudo isto, a musica foi linda...os bichos começaram seu barulho eu acordei.
Tai,um sonho ...feito pra voce ,motivo da ligação de ontem a noite...
Mas fica sussa não vou te pedir para ser meu prof, não sonho é sonho...
e depois tem o Pessoa:)
"O poeta é um fingidor finge tanto que chega fingir que é dor, a dor que deveras sente..."
Pra voce menino ,que sutilmente planta poesia em minha vida...

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