segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Desafinidades...

Coisas que a gente faz, aquelas que se guardam na memoria, em geral são as que fizemos com pessoas queridas, por que queridos são os que passam e deixam algum cheiro, alguma estoria, algum sentido para que os sigamos, ou que ele nos sigam, se os tocamos com nossa personalidade ou falta de...Porém eu não acredito que exista de fato alguem que não seja proprio e peculiar, unico em seus pontos de vista ...Ninguem é o outro por mais que nos esforcemos as vezes em nos parecer tolos e inseguros para não incomodarmos e nos metamorfosearmos. Sim incomodamos , ninguem consegue se levar carregando outro e ainda mais bom é variar; o sempre igual cansa né?Carregar outro apenas veiculos e veiculos decididamente tomam a direção e sentido que lhes damos...
Nem sempre afinar-se ou ser afinado é o ritmo , passamos, passam os tempos, os dias, as horas,tudo é passageiro exceto o motorista e o cobrador,  eles tambem passam sempre por pontos, paradas, algumas rotas se repetem outras competem entre si para serem mais ou menos rapidas, seguras, confiaveis.Desconfio de quem sabe sempre para onde vai...
Gente é assim , ou não, gente é o que a gente faz ou o que cada um quer que se seja...
Veja como é divertido estar sem pressa num carro publico e seguir o caminho...Olhar a janelinha mesmo, ver os bairros, caminhos conhecidos se revelando depois de lugares onde voce achava que nunca iria chegar...
Arriscar um rumo novo, uma rota desconhecida reconhecer -se nela e ver que tudo pode ser divertido e surpreendente, até mesmo quando a gente sente uma certa insegurança como a de não saber ao certo onde a bagaça vai te levar...
A cidade é uma musica, um quando diverso que se faz de cores e alguns sons, muitos odores, nem sempre perfumes, mas se fazem de descobertas, olha lá aquela casa historica, aquela arvore centenaria e do lado o homem sujo o perdido sem teto ou sonhos dormindo onde poderosos um dia deitaram , sonharam e se foram...
Cemiterios tem este encanto, um canto lá , uma cor cinza e forte aqui , um ou outro busto historico e a pobreza da florista suja , ou do homem que cuida de tudo uniforme cansado num domingo quente vendo outros que passam por um lugar onde ninguem gosta de ficar por muito tempo imagina morar, ultima morada, poeticotristedesafinadodeafinidadeestranha...
A morte que a historia permite escrever sem linhas retas, tantos se encontram em rumos diversos que tenho a sensação de que nunca se cruzarão de novo , mas...
Olha lá no meio do caminho alem da pedra, olha lá a roupa que estava na minha frente, cabelos e mochila o ipod na orelha indo pro mesmo lugar que eu de novo...
Como é estranho essa coisa de desafinidades...

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