domingo, 9 de maio de 2010

Vidas. De borboletas e cavalos

De borboletas e cavalos

Um mercado ,seculo XIV, Ano do Senhor de 1320 no norte da Itália...
Por sorte houveram as chuvas no verão e o ar estava razoavelmente perfumado...
A pequena menina descobria diariamente com os avós coisas que o porto da sua cidade envolvia, alem é claro do Mercado, onde os produtos de seu pai eram recebidos com festejos.
Naquele dia estava encantada com as cores do verão, com as flores que cresciam sem cuidado próximo as guias onde parara para ver os ambulantes e alguns saltinbancos ,se apresentavam ,por todos os lados, carroças com os produtos do desembarque.

Muito interessante ver todos aqueles tecidos diferentes e sentir os odores daquelas ervas que a avó tanto esperava, estava aprendendo com ela a fazer perfumes, muito úteis tendo em vista o calor, também usa-las como conservantes da caça e de aves, pois , mesmo as carnes sendo conservadas na sua gordura , as ervas as tornavam perfumadas e saborosas, sem o ranço da gordura envelhecida,que impregnava as casas menos favorecidas, quando o alimento eram assado ou cozido.
Uma coisa sempre lhe chamou a atenção ,no verão, a grande quantidade de borboletas que se encontravam nas poças que se formavam nas vielas e ruas da região do porto.Será que elas gostavam do sal daquela agua, mistura de maré e chuva, ou apenas se refrescavam? Interessante bicho este que fica por tanto tempo numa mortalha e ao contrario de um corpo sem vida, ao rasgar o seu “tumulo” liberta-se para o infinito com todas as cores possíveis aos olhos perceberem.
Neste momento uma revoada delas a assustou, pois o som a seguir foi apavorante, alguns cavalos seguiam sem alguem que os guiasse, sem redeas e, assustados saíram em disparada pela rua estreita.
Sem saber para onde ir, já que havia se afastado da ama e da avó a pequena Ania foi se esconder próximo a uma carroça, sem perceber que o tropel assustou a mula e...
O acidente ocorreu. Uma menina de nove anos que sofre com o pisoteio de um cavalo sobre suas pernas, por assim dizer, já é algo triste, mas quando a seguir percebe-se que as mesmas estão fora de lugar, chega-se a pensar que não há oportunidade que a vida retorne, mas...
Uma avó descendente dos fenícios,velhos navegadores,e grandes sabios,criadores da cultura deste reino; que aprendeu de seus ancestrais tratamentos utilizados por médicos gregos e, uma serva vinda do oriente com o marido, o ajudante de viagem do senhor mercador ,seu avo, puderam fazer a diferença entre viver e morrer para a menina D´Antonietto.



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