Cores, que as vezes seguem minhas ideias, em alguns tempos abandonei o azul, não porque fosse a tom que os americanos do norte associem com tristeza; ao contrário estava eu muito triste, por dentro e por fora...
Alguns passos que damos, algumas músicas que nos obrigamos a cantar, afinal o palco quem escolheu foi eu mesma, muitas e muitas vezes é arduo, com apoio fragil, pouca plateia, críticas mordazes e o que mais doi é que vem da parceria, o projeto prefeito, as parcerias companheiras. Não, o artista busca com o coração e seu metodo, metro, medida é o seu na maioria das vezes...
Acreditar nas pessoas, bem ou mal todos dizem que se enganam com as pessoas, quem os engana, as pessoas??
Quem nos engana é nossa crença de que as pessoas por quem sentimos afinidades são semelhantes a nós, coisas de imagens romanticas, coisas de estórias de finais felizes, coisas que a história do homem desmente por seculos ,mas nosso desejo por amor, sim o amor, seja lá como o vemos ou como ele se apresenta em nosso imaginário, seja.
Quando percebemos que nos enganamos, a dor é por vezes limitante demais para que ainda assim nos culpemos então, não que as pessoas não tenham sido elas mesmas em relação a nós, mas parece que nos alivia dizer que eles nos enganaram...
Nos deixamos enganar unicamente por que estamos carentes de nossas certezas, não confiamos em nossas vontades mais profundas e aprendemos em nossas primeiras realções, muitas vezes, a sermos dependentes, conformados, acomodados, demos a isto o nome de segurança, paciencia, ponderação...
Como mudamos os vocabulos ao nosso gosto e ainda fazemos de nosso coração um guia inseguro e indefeso frente a nossa fragilidade emocional...
Nos ensinam que a razão é ardilosa, que é cruel e falsa, que mede as palavras, que agrada por vantagens, que faz dos sentimentos, negocios, será mesmo que é assim.
Afinal escolhemos ou nos deixamos seduzir por pessoas que são exatamente o que acabo de descrever, em algum momento ele estão frageis, dores, separações, perdas, medos e os que sentem se deixam envolver certos de que serem combinantes, sentrem atração em suas necessidades e isto os alimentará para sempre....
Sempre é todo dia, todo dia temos nossos deslizes, pessoas perfeitas, sempre nos deixamos envolver por sentimentos que não são os "mais bonzinhos" ninguem é. Ser normal estar entre os do tipo medio é se privar do desejo, da duvida do erro da insegurança e do prazer de se descobrir aventuireiro, sorrindo para os misterios e segredos que ora encontramos encravados em nós mesmos e que não suportamos ver estampados no outro ser "perfeito" que escolhemos com nosso dedo perfeito também....
Os entendidos dizem que experimentamos muitas vezes nosso dedo podre para depois inesperadamente(?) nos percebermos curados...
Poxa não somos ratos de laboratório, podemos ir alem da caixa, podemos prever algumas ameaças, eles também, mas podemos relembrar algumas dores antes de nos atirarmos em favor de uma nova perda, justamente ai somos diferentes, amor é alimento mas antes de sermos ratos e precisaramos daquele unico alimento para sua função fisiológica, somos homens e mulheres procurando algo mais...
Instinto, sexo, sejamos sinceros conosco mesmos, somos animais nós escolhemos como e quando teremos prazer, pode ser aleatório, descompromissado, e não é sinonimo de realização, tanto quanto a monogamia eleita da parceria formal...
Os numeros estão em desequilibrio, os instintos apontam para relacionamentos homoafetivos, desde a antiguidade, animalidade(?), que preconceito dizer que não o somos...
Novamente escolhemos quem e como queremos ter este encontro e nos arrependemos algumas vezes, os "crueis" partem, frageis de nós os abandonados, será que não partimos também de outras tantas formas nos tornamos, dificeis de convivo, nos anulamos, ficamos desinteressantes, acomodados... Não sei o que me deu de escrever isto aqui , assim...
Era pra falar que voltei a usar azul, acreditar em ceu, sentir prazer em muitas coisas que deixei de lado, faz tempo que deixei de culpar os outros, mas fui cruel comigo, com minhas escolhas em com meu discernimento confuso de quem era pra amar e quem era pra compor relações que trouxessem crescimento mas que um dia se findariam, obviamente...
Diz O Teatro Mágico que os "opostos se distraem e os dispostos se atraem" acho que é correto, quando acreditamos mutuamente em possibilidades, superamos diferenças, confiamos mutuamente embora saibamos que as opiniões não serão as mesmas, abrimos excessões sem exigirmos retorno imediato... Somos capazes de deixarmos um tempo e uma distancia entre nós e o outro para que a sensação de descobertas reciprocas, de horizontes diferentes nos acrescente novos assuntos, novos encontros , seremos novos se nos deixarmos mudar, nos dermos o direito de escolher isto ou aquilo por que gostamos ou sentimos prazer em experimentar...
Ninguem deveria dizer que não gosta de quiabo, ou jiló sem saber que gosto eles tem, não ter medo de olhar em volta e se ver sozinho, nos proporciona o instante de ver-se encaixando-se em novos encontros, permitindso-se conhecer ...
Novamente digo que a satisfação não tem obrigação de ser poli ou monogamicas , ela é pessoal, ou melhor particular de cada individuo, grupo, sociedade, estatus...
Estou usando azul, por que gosto desta cor desde minha mais pequena lembrança, por que adoro ceus e mares e por que a liberdade usar o que eu bem quiser, de olhar e querer o que eu deseja é minha...
Lembrando um certo poeta gaucho, deixo o jardim aberto às borboletas, cuido bem de minhas flores, as borboletas virão...Ou ele virá ou está por ai ou nem nos percebemos, ou não iremos nos perceber. Mas ser feliz consigo nos traz para alem de ficar só, nos leva para o intante que é perfeito o descobrir-se estar feliz consigo...
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