terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Amigos que se vão...

Algumas pessoas se vão antes de dizermos o quanto nos são importantes, especiais, o quanto as admiramos...
Não digo de nossos familiares, tenho certeza que entre momentos de felicidade e outros nem sempre felizes nosso parceiros de famíla sabem e entendem os motivos de nossas diferenças, dificuldades e fica tudo muito bem certificado nos compromissos de amor que criam as famílias...
Com o passar dos anos tive que frequentar despedidas que foram alem do tio velhinho, adoentado ou o avô sofrido pela doença seria...
Tive que dar adeus, ao menos de um convivio feliz a pessoas que são presentes em tantas lembranças que custo crer que estejam longe de mim...
Não é uma estória triste...É uma pausa para pensar em outro tipo de amor...
Tem um tempo já, em cerca de um ano depedi-me de dois grandes homens, grandes amigos, muito paternais e de um humor fino que faz saudade pensar em seus sorrisos de canto de boca quando eu contava alguma tropeçada, e olha eu sempre tive joelhos tortos,e dedos podres, imagina se eles não riam muito de mim...
Um deles chegou com o fim da adolescencia, no bar, na piscina, no bar, na piscina, na cozinha do bar... em outro bar... na vida corrida nos encontros de amigos nos jogos de futebol, nas coisas alegres e sua mão um dia me levou  de volta pra vida que eu deixava perdida por estar tão triste a ponto de não me reconhecer, neste dia senti a força desta amizade tão alcoolica... Não não era alcoolica era de irmão protetor de tantas amigas, como eu, era de um homem  que vivia a fazer amigos e criar relaçoes fortes, sinceras, seus erros, eram seus, mas nosso deslizes eram cuidados  e se podiam ser evitados, lá estava ele...Foram anos de conversas sobre como eramos, como entediamos a amizade de como as vezes não nos entendiam ,mas nós os entediamos e nos entediamos....
Poucos souberam realmente da profundidade de nosso sentimento mutuo e platonico, e por tanto amor não explicado nos caminhos ceticos, depois de tantos anos hoje o tenho quando ele pode se achegar como um bom conselheiro, e de quantas a minha percepção do que ele diria me salvou, em geral caio muito pouco quando o percebo por perto...
Sou grata pela saudade que posso sentir, o coração sempre que pode leva ao infinito uma prece e sem perceber me pego sorrindo grande ao lembrar de seu sorriso, meio de lado...
Um cantor... O melhor Léo e Bia depois do Montenegro foi o outro e seu sorriso enorme largo sempre entre o sarcasmos e a ironia, cuidava quando eu deixava para que a vida fosse alegre e eu não me perdesse tanto de minhas direções, quase um irmão mais velho, quase tio pela maçonaria, quase pai de todos os malucos que ele tinha por perto...
A lembrança do Natal não é mais a mesma, mas a certeza que ele superou suas expectativas que sua luta por saúde mudou algo entre as pessoas de seu circulo, fortalecem a lembrança deste lutador, que acompanhei de perto as dores e percebia sempre um sorriso agradecido pelo carinho...
Meu Deus quem recebia o carinho era eu, nunca reclamações nunca broncas, sabia de tudo e ainda sim era leve, esteve presente em tantos corações quantos podiam estar juntos agora, aglutinava, como o outro, tornava esta cidade melhor, as pessoas melhores...
Te senti no domingo, enquanto aquele moço tocava lá no salaõzinho...
Quem ler isto dira ta loca.
Não estou certa de que sinto presenças irmãs, é minha crença , era de ambos...
Pois domingo lá estava eu olhando pra alem do lugar e o sorriso apareceu nos meus lábios, grande, quase gargalhado e levantei meus óculos, com meu dedo indicador, então era voce agradecendo o sentimento que segundos antes me deu a vontade de fazer-te uma prece...
Assim é...
Para alguns será saudade apenas, para mim será um caminho para comemorar a oportunidade rara e luxuosa de ter podido merecer as amizades do Tião e Valerio...
Estejam em paz, trabalhando a vida deste lado...
Que eu de meu lado, outros amigos também certamente estaremos sempre a ter boas e felizes lembranças das vossas presenças do lado de cá.
Amém!!!!
Assim digo por que vi um amigo triste por uma perda destas inesperadas, e sua frase doída comoveu-me a dizer-lhe o que há em um pedaço de quase todos os textos do Richard Bach...
Algo mais ou menos assim...
" Para os amigos sempre haverá o encontro dos que se amam por que o amor não necessita de tempo e espaço para ser, ele é..."
E, pensando no Exupery...
Sempre haverá a estrela e a lembrança de seu olhar, de seus cabelos e uma duvida de se ele encontrou a sua flor...
Assim é quando somos capazes de ir alem de nossos pequenos projetos e abraçamos algo maior que nós, a  amizade verdadeira que fica em cada laço de amor...

Sempre para lembrar de voces, lá no Casablanca...

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