quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

cuida de mim...

Ontem um amigo disse-me que tem medo de envelhecer sozinho, ou foi isto que entendi, depender de pessoas ou não ter que pudesse fazer-lhe cuidados, carinho, enfim o que todos de alguma maneira necessitamos...Em uma conversa sem compromisso quase sempre enveredamos pelas frases de consolo, apoio, enfim, para o rumo normal de nossas conversas, sem olharmos realmente o que significa envelhecer, e precisar de cuidados...
Acompanho desde uns tres anos minha avó, embora tenha sido muito ligada à outra, seu corpo fragil não lhe permitiu ir muito alem de onde meu pai se encontra hoje, e muito bem obrigada, ativo, dono de si e muito grata eu estou pelo apoio que tem me dado nesta minha fase.
Um pouco senti que necessitei de cuidados neste ultimo ano, sim o carinho de pessoas que me viram como sou, que se importaram com minhas pequenas angustias e dificuldades fizeram uma diferença tamanha para recuperar minha auto estima e confiança, um tanto arranhadas...
Mas não serei eu o tema desta conversa...
Acompanho outras velhinhas, lá da casa de repouso, converso com algumas, ja fui mais amiga de outras, vejo sempre seus olhares, e agradeço muito por seus abraços, me colocam no melhor lugar que pode haver no mundo o colo de uma avó... Pra mim o melhor lugar...
Mas elas adoeçem como a minha atualmente e deixam de ser ativas, e ficam confusas, seus osso doem, mal se cuidam basicamente e a seguir precisam deixar se cuidar.
Digo por acompanhar realtivamente próximo afinal são muitos poucos meses durante o ano que não vou uma vez ao menos para fazer algo de particular, mas de verdade, eu vou pra conversar com ela ; que entre uma ideia trouxa e outra apresenta momentos lúcidos, conta histórias de sua vida que a pressa de nosso encontros antigos não nospermitiu partilhar...
Espero que ela não saiba que fiz toda esta introdução para contar de uma velhinha linda que fui cuidar agora e como os seres são semelhantes em suas dores, em suas independencias e dependencias.
A Beinha é uma cachorrinha entre o pincher e o vira, marronzinho, muito da bonitinha, exagero, ela tem queixo prognato, não é bonita ,mas é simpatica docil e fragil...
Algumas cirurgias, não ve, não ouve, o que ja dificulta a existencia de qualquer um ter que conviver com isto depois de nunca ter sido ... Mas ela sente um faro que hoje percebi que a salva de algumas coisas e por isto, exatamente, como minha avó quando fica rebelde... Meu deus me deu um trabalhão.
Digo que fui escolhida pra fazer isto, não sou jeitos com cuidados físicos nem em hoemsn ou animais, minha cachorra reside na casa da minha mãe, já é deles alias, pq eu sou muito esquisita, contudo sou responsavel ao extremos com tratamentos médicos portanto, eu sou eficiente pra dar remédios a quem quer que seja...
Como é dificl convercer minha avó anão cuspir o seu medicmanto par a sua doença, um parkinson que está indo pra uma notavel falencia das funçoes de memoria...
Não digo que a veinha, a cachorra seja como minh avó ,mas como foi duro ter que pegar ela e forçar seu remedio goela abaixo, deu pena da fragil Beia ali no meu colo e depois enquanto as outras brigavam atras do portão e so aclamaram com minha conversa com elas, a pequena velhinha fugia de meu cheiro , mal se aproximou de mim seus pelos das costas subiram... ficar lá narinas abertas farejando minha proximidade fugindo quando me aproximei... Como doeu o coração, mas é para o bem dela e vou fazer com todo o cuidado que eu puder nos proximos dias, mas valeu pra pensar que não não é facil nunca e pensando na realidade atual, onde envelhecemos entre nosso loucuras e neurosoes, sim muitos de nó precisarão de cuidados. que Deus nos abençoe de ter a sorte das velhinhas que conheço ou melhor da Beinha e da minha avó!!

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