quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Que lindo olhar, que gente linda de se ver!

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É muito bonito assistir o Jornal Nacional levando a gente em nossas casas até algum lugar do Brasil onde nós não chegariamos...
Embora seja um dos pilares do perturbador "milagre economico", um velho programa que se chamava Amaral Neto levava os brasileiros de suas tvs rescém coloridas para um Brasil que poucos conheciam, nos anos 80/90 um certo Goulart de Andrade enveredou pela mesma senda...
Hoje a Globo, Record e os documentários de tvs internacionais de tempos em tempos fazem o nosso "safari fotográfico". com direito a peculiaridades animais nadando e algumas imagens do povo ribierinho, ou perdido nos rincões.
Pois bem, eu conheço uma velha estória/h familiar, meu avo "seu Eduardo" espirita, estudioso e segundo contam de corpo fechado, ia e vinha lá do sertão de tempos em tempos, fazer um novo filho ver os outros e voltar... Claro que dona Germana nunca gostou disto, mas boa mãe e com apoio dos bons pais e da terrinha da família sobreviveu ao seu marido, que ja devia saber nunca seria de todo seu. Muito joven, ainda criança acompanhou dizem o Rondon( lenda ou não, já não está entre nós quem me contou esta) mas encantou-se com o lugar e junto aos irmãos Villas Boas foi levando seu instrumento para demarcar aquelas terras... Segredo muito escondido deste avô que nunca aparecia nos aniversários e que segundo ourtos parentes contam tinha famílas entre indios e caboclos...
Entre meus seis e vinte anos nunca o vi, de sua volta já doente e recebido como um marido muito querido por minha avó tenho nossas conversas sobre os povos de lá do norte...Comida, religião, as cores, eu sou curiosa ,mas a idade não permitiu levar muitas conversas, faculdade vida pessoal, infelizmente quando somos mais jovens esquecemos nosso velhos...
Quando eu era bem pequena tinha meu avô mais  proximo e suas coleções de Cruzeiros, Manchetes e Seleções... o mundo vinha até meus olhos pelas revistas dele, ele tinha uma paciencia e mostrava Brasilia, e os indios nus do Nasser, com os mesmos olhos divertidos de motorista de taxi, que conversa com todos e fala bem de tudo...
Era ele que contava dos indios, onde meu outro avo estava, lembro viva na memória um índio botocudo, olhando pra cima com a  flexa e sua boca os discos paralelos...
Ah nestas revistas e programas mostrando o Brasil grande se via as pessoas do nordeste, a seca os retirantes, os cangaceiros, os candangos, revistas velhas se somavam às novas e minha visão de história e deste país se deve ao meu avô, como quase todas as descobertas de vida e pequenas alegrias infantis...
Ah tá que coisa mais sem foco... Mas sentimento nem sempre é direto, é coisa que envolve que encanta que prende e arrebata...
Deus do ceu quanto sentimento junto ao acabar de ver, os textos, as imagens todas as histórias, a vida em cada instante de nosso Brasil, o esforço do homem, se reconhecendo homem e a alegria dos artifices deste trabalho em descobrir o novo onde as vistas ja foram em cenas contadas, mas sentir, vivenciar é uma força que so sabe , eu acredito quem se irmana, que absorve o lugar...
Arte, encanto, enfim tentei dizer isto faz pouco, mas o telefone só tocou...
Virou esta estorinha...
Acho que o encanto é tão forte que surgirão outras...

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