quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Owen

Foi como se ouvisse um chamado, como foi quando decidiu ir para uma escola de tradições antigas contrariando seu pai que o desejava cuidando como pajem do mandatário designado pelo novo rei.
Seu pai ainda que contrariado aceitou seguir uma tradição, mas ela não se cumpriria pois ele mesmo se encarregou de traí-la.
Embora o amasse e compreendesse suas razões ainda doia muito em seu coração entender todas as artimanhas que o pai usou para garantir-lhe  poder, uma distinção que agora sim era proteção,mas sua honra bem preferia ser como qualquer outro da aldeia, naquelas terras...
Como desejava ser um simples servo e não o encarregado do castelo e da guarda dos bens, segurança da aldeia; era como um segundo homem do rei abaixo apenas do senhor de Blackwood.
Seu pai fora por toda a vida um homem de guerras  acostumado a subjugar populações quando não as dizimava para depois melhor utilizar de sua força de trabalho, seu ganho a escravização de outros homens. Para ele foi natural trair os que lhe esconderam quando foi conveniente e foram suas relaçoes com os senhores de guerra que trouxeram até aquela longinqua terra o pai do senhor Blackwwod, com quem negociou as garantias para ele e seus familiares, enquanto Owen estava ainda na escola.
É certo que perder Lyn a quem amou desesperadamente, pelo que ele achava ser tolice de ignorantes, corrompeu seu coração e fez ver a todos como um pouco culpados pela sua perda, ele sempre viu nos olhos de seu pai o desespero da solidão, a dor de ver a família de Adan com mais filhos e alegremesmo depois da morte de Annja , como seguiram normalmente com a vida, tudo lhe fez crer que aquilo, aquela forma de crença tão pouco apegada aos valores que ele considerava, precisava acabar.
O contrato; ele Owen seria o dono das terras adquiridas naquele  contrato e guardião das terras do rei e de seu governante, o chefe dos guardas e ainda na idade correta desposaria a senhora de Blackwood, a criança que ao ver o jovem em sua carroça se encantara por ele, o velho Geoffrey ao perceber isto viu a oportunidade de afastar o filho das tradições que ele proprio considerava vexatórias.
Quando voltou, pronto para organizar sua união na primavera com sua prima, irmã e companheira de estudos Roslin , viu tudo desmoronar nas palavras de seu pai, palavras empenhadas e que garantiriam a liberdade do povo para que seguisse com suas tradições, ao preço, enorme preço de sua felicidade.
O que era um bem para seu pai tornou-se a sua prisão.
Naquela noite ele deixou sua casa e buscou apoio em seu mentor o marido de sua tia o senhor Adan, que diferente de seu pai era todo um guardião das tradições, embora seus negocios, o comercio com os mandatários e governantes, ainda o mantivessem bastante ligado à antigos hábitos e valores que não convinham a tradição da Natureza.
Como tudo isto passou tão rápido em sua cabeça...
O chamado, talvez de seu coração o levou até ao velho caravalho, e para sua alegria já ao longe percebeu que a jovem recostada na velha árvore era sua amada. Temia por sua sorte e cuidava dela qual de joia preciosa , que não se pode tocar...
Diversas vezes ele se negara a te-la tão proxima, mas agora que ela dormia tão doce e fragil ele seria seu guardião e seu lábios tocariam sua pele, e ele a envolveria no todo amor de seu coração... Ainda que não a tocasse o que aprendera na escola, os grandes amigos invisiveis se encarregariam para que o terreno dos sonhos se tornassem realidade e eles poderiam expressarem-se em amor.
Tão simples e tão profundo, ela acordou assustada, mas por seu olhar e sorriso, também estivera no lugar perfeito, com ele...

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